"A utopía está no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. Caminho dez passos e o horizonte afasta-se dez passos. Por muito que caminhe, nunca a alcançarei. Para que serve a utopia? Para isto: serve para caminhar." Eduardo Galeanoquarta-feira, 16 de abril de 2008
UTOPIA
"A utopía está no horizonte. Aproximo-me dois passos, ela afasta-se dois passos. Caminho dez passos e o horizonte afasta-se dez passos. Por muito que caminhe, nunca a alcançarei. Para que serve a utopia? Para isto: serve para caminhar." Eduardo Galeanosexta-feira, 11 de abril de 2008
HUM... É BOM!
É bom viver sem cilícios.
É bom querer mais, viver mais,
Sentir o odor que se entranha entre a pele e a alma.
Sentir que o espaço que nos separou foi o ponto de partida para um novo fôlego.
Sentir que o horizonte que nos uniu foi o mesmo que permitiu
Que os sonhos regressassem.
Com o sol poente veio o chilrear das aves,
Que nos beirais reclamam por espaço.
As asas caíram-te com o fim da madrugada.
As utopias ficaram mais uma vez adiadas.
Que importa questionar-te sobre as quimeras das insónias?
Vou içar as amarras. O dia urge.
NE ME QUITTE PAS

Não sou poeta, não sou escritor e não pretendo sê-lo.
Escrever é um acto solitário. Uma catarse de dentro para fora.
Há sempre algo que fica por exprimir, algo que se quer camuflar, algo que se quer partilhar. Há sempre um grito que apetece dar.
É nesta relação íntima que coloco a minha existência. Entre a alma, o papel e o computador.
Há sempre algo que fica por exprimir, algo que se quer camuflar, algo que se quer partilhar. Há sempre um grito que apetece dar.
É nesta relação íntima que coloco a minha existência. Entre a alma, o papel e o computador.
segunda-feira, 7 de abril de 2008
NA SOLIDÃO DOS SENTIDOS
domingo, 6 de abril de 2008
PARA LÁ DE MIM

Para lá de mim, fica o horizonte, infinito e imperceptível.
Aqui, agora, viajo com as minhas asas de Ícaro,
Ora com voo rasante, ora com voo errante.
Fujo. Será do sol, será do frio, da tempestade?
Quão fugaz é o meu voo...
No presente, a certeza de já não ser quem era.
Sorrio, mas não tenho piada. Estou cinzento,
Como naqueles dias em que as nuvens ameaçam cair sobre a Terra.
Sinto-me espiga estéril em seara abandonada.
Luís Monteiro
sábado, 5 de abril de 2008
E AGORA?
É de cólera o meu respirar desde a tua partida.São de saudade as lágrimas que a custo amordaço nos meus olhos.
Guardo-te em mim, para que em mim vivas enquanto eu viver,
Mesmo que as minhas pegadas sejam exíguas desde que me despedi de ti.
E agora, pai, o que fazer do silêncio que ressoa onde tu passavas?
Eu sei que caminharás ao meu lado,
Eu sei que nos momentos em que sonhar tu serás a minha janela aberta.
Quando cair, dá-me a tua mão.
quinta-feira, 27 de março de 2008
TRAVESSIA
O tempo passou, meu amor,e a cor dos teus cabelos dissipou-se na escuridão da noite.
Ao teu lado era como que o mundo coubesse nas minhas mãos.
Hoje, a tua recordação sabe a sal das lágrimas que por ti os meus
olhos derramaram.
O silêncio apoderou-se do trepidar que o meu coração sentia
quando os nossos corpos vibravam ao sabor da madrugada.
Hoje, o teu nome já não tem significado.
De ti guardo a imagem, cada vez mais ténue e vazia.
Acabaram os segredos, acabou-se o passado, acabou-se o acreditar.
Luís Monteiro
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