segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DEIXAR DE SER


Há uma força que nos impele. Há uma vontade que nos precipita. É a busca da fantasia que nos povoa. E ela não pára… E nós crescemos com essa busca e embalamo-nos nos devaneios.

Será em vão?

Estéreis são os passos que não damos, vãs são os idílios aos quais não damos oportunidade de prosperar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Hoje levantei-me.

Procurei-te em mim, mas não te encontrei. Bati à porta, mas já cá não moravas. Entrei sozinho e vi que estava vazio o lugar que antes te estava destinado. As paredes estavam gastas pelo tempo e já não emanavam o nosso odor. A luz já não entrava pelas janelas nas manhãs ensolaradas de Verão.

Saí, fechei a porta e respirei fundo. Duvidei de mim.

Será que foste tu que partiste ou fui eu que abandonei a velha moradia?

domingo, 17 de agosto de 2008

Depois de mim


Como num eclipse, metade de mim está na sombra. Épocas de incerteza se aproximam, e a instabilidade aumenta. Não vou repetir o misto de sentimentos que me invade. Vou viver, vou ultrapassar mais este teste. Acompanhado ou sozinho, a luz virá em meu auxílio. E no fim, bem no fim, eu vou gritar: venci. E depois de desfrutar mais uma vitória, vou preparar-me para uma nova batalha. É assim mesmo… E quando as batalhas acabarem, quando o fim da guerra vier, quero enroscar-me no meu canto e dormir. Bem mereço…

sábado, 2 de agosto de 2008

Só para mim


Há dias em que o sol cintila, mas o espírito jorra pranto.

Agora entendes por que nunca te revelei aquilo que os meus olhos transbordavam quando te viam?
Vou guardar o teu paladar nos meus lábios e murmurar o teu nome quando à lembrança me vierem os minutos em que o meu olhar se perdeu no teu.

E foste-te, como o canto do cisne, em pleno zénite…

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Recordações de ilhéu!



O meu magnífico ano e as minhas magníficas colegas. Saudades da Escola Vitorino Nemésio...

terça-feira, 29 de julho de 2008

INCÓGNITAS


De súbito, fui invadido por uma onda de interrogações. Deverei cortar a meio este momento de exultação ou, então, correr o risco que ele se esvazie aos poucos até esgotarmos as palavras que temos para dizer um ao outro e tudo seja enviado para o baú das recordações?

Inseguro. Sim, sinto-me inseguro. A distância é nossa inimiga. Temos tão pouco tempo para nós.

Nada é eterno. Eu sei que a exultação de sentimentos também tem fronteiras.

Não, não me arrependo de nada. Não me canso de ti.

segunda-feira, 28 de julho de 2008

DIÁRIO II

Para não escrever sempre que estou triste, lamentando-me, vou escrever no auge da minha bem-aventurança! Nem só de mágoas se fazem os diários!

Sinto-me, simplesmente, repleto! A tua figura borbulha-me na memória. Nem sei como eu, simples mortal, tão pouco perfeito, sou digno de merecer a tua atenção. Não estou interessado em saber como tal é possível. A verdade é que é bom saber que existes na minha vida, seja por minutos, por dias, semanas… whatever, tal como tu costumas dizer!!!

Entre nós os sentimentos e os afectos estão intrinsecamente ligados a uma ligeira discórdia que adoça a “relação”.

Quanto aos ciúmes, foi bom saber que eles existiam da tua parte! Onde há ciúmes, há sentimentos! Essa fragilidade que tu sentiste eu também sinto no dia-a-dia.

Serei teu e só teu, enquanto tu me quiseres!