terça-feira, 14 de outubro de 2008


A energia que este momento me transmite, eleva o meu pensamento. Do pedestal, isolado, um agradecimento ao que em mim se transforma e ganhar ser.

Que se abram novas janelas na vida, nesta minha existência renovada e cada dia mais douta. Que sinta os momentos e os filtre como quem destila uma pétala. Em cada gota de vida.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Meeting Point


Surripiamos paixões, usurpamos os impulsos mais íntimos. Caminhamos em direcção à chegada, sem termos a noção que não saímos do ponto de partida.

Sentimo-nos dono do outro, mesmo que abramos mãos em pedido de protecção e sejamos meros subordinados num sistema que não dominamos.

As raízes petrificam-nos, mas o vento ondula-nos com a intensidade com que molda uma duna. Em cada ramo há uma história, em cada folha caída um sonho perdido, na casca o código da nossa existência.

Foi um crepúsculo de volúpia.
De repente, a embriaguez eclipsou-se e a veemência do desejo desabrochou.

Dento de mim trepida um sabor a novas concepções.
Estou habituado a viver com esta impetuosidade e já nada me assombra.

Foi preciso muito acreditar, foi preciso desejar. Sinto-me mais Homem porque luto, porque construo com grilhetas a fortaleza do meu ego.
Virá o dia em que a sapiência adquirida será o fruto das minhas mãos, o sabor do meu pecado, os olhos do meu desejo, a vontade do meu acreditar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

DEIXAR DE SER


Há uma força que nos impele. Há uma vontade que nos precipita. É a busca da fantasia que nos povoa. E ela não pára… E nós crescemos com essa busca e embalamo-nos nos devaneios.

Será em vão?

Estéreis são os passos que não damos, vãs são os idílios aos quais não damos oportunidade de prosperar.

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Hoje levantei-me.

Procurei-te em mim, mas não te encontrei. Bati à porta, mas já cá não moravas. Entrei sozinho e vi que estava vazio o lugar que antes te estava destinado. As paredes estavam gastas pelo tempo e já não emanavam o nosso odor. A luz já não entrava pelas janelas nas manhãs ensolaradas de Verão.

Saí, fechei a porta e respirei fundo. Duvidei de mim.

Será que foste tu que partiste ou fui eu que abandonei a velha moradia?

domingo, 17 de agosto de 2008

Depois de mim


Como num eclipse, metade de mim está na sombra. Épocas de incerteza se aproximam, e a instabilidade aumenta. Não vou repetir o misto de sentimentos que me invade. Vou viver, vou ultrapassar mais este teste. Acompanhado ou sozinho, a luz virá em meu auxílio. E no fim, bem no fim, eu vou gritar: venci. E depois de desfrutar mais uma vitória, vou preparar-me para uma nova batalha. É assim mesmo… E quando as batalhas acabarem, quando o fim da guerra vier, quero enroscar-me no meu canto e dormir. Bem mereço…

sábado, 2 de agosto de 2008

Só para mim


Há dias em que o sol cintila, mas o espírito jorra pranto.

Agora entendes por que nunca te revelei aquilo que os meus olhos transbordavam quando te viam?
Vou guardar o teu paladar nos meus lábios e murmurar o teu nome quando à lembrança me vierem os minutos em que o meu olhar se perdeu no teu.

E foste-te, como o canto do cisne, em pleno zénite…